segunda-feira, 15 de setembro de 2008

maria curie

MARIA CURIE E A RADIOATIVIDADE
Maria Curie


Maria Curie
A física polonesa Maria Skodowska Curie (1867-1934) é uma famosa personagem da história da ciência. Foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, conseguindo se destacar como pesquisadora em uma época em que as universidades eram um domínio masculino. Mas qual, afinal, foi sua contribuição importante à ciência? Podemos dizer que, com a colaboração de seu marido Pierre Curie, ela “inventou” a radioatividade e descobriu novos elementos radioativos – o tório, o polônio e o rádio. Foi apenas a partir do seu trabalho que surgiu um enorme interesse pelos fenômenos radioativos e que essa área começou a se desenvolver de fato.
Costuma-se dizer que a radioatividade foi descoberta pelo físico francês Henri Becquerel (1852-1908) em 1896. No entanto, somente dois anos depois, em 1898 (um século atrás) o fenômeno da radioatividade foi percebido como algo totalmente novo, graças às pesquisas de Maria Curie e seu marido, o físico francês Pierre Curie (1859-1906). Vamos contar essa história.

O INÍCIO NA VIDA ACADÊMICA
AS PESQUISAS COM RADIOATIVIDADE
UM NOVO ELEMENTO QUÍMICO?
A DESCOBERTA
O FIM DA CARREIRA
LEITURAS COMPLEMENTARES

Autoria: Roberto de Andrade Martins


BIOGRAFIAS

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

maria curie

hoje eu comecei a fazer o trabalho sobre a maria curie

dia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura o filme "Madame Curie" de 1943, dirigido por Mervyn LeRoy, consulte Madame Curie (filme).
Marie Currie

Marie Currie
Foto oficial do Prêmio Nobel de 1911.

Nascimento Maria Skłodowska
7 de Novembro de 1867
Varsóvia, Reino da Polônia
Falecimento 4 de Julho de 1934
Sancellemoz, França
Anemia aplástica
Residência Polônia, França
Nacionalidade polonesa
francesa
Campo(s) física e química
Instituições Sorbonne e ESPCI
Alma mater Sorbonne
Orientador(es) Antoine Henri Becquerel
Orientado(s) André-Louis Debierne
Marguerite Catherine Perey
Conhecido(a) por Radioatividade
Prêmio(s) Prêmio Nobel de Física (1903)
Prêmio Nobel de Química (1911)
Cônjuge(s) Pierre Curie
Postura religiosa agnóstica
Assinatura Assinatura de Marie Curie
Foi a única pessoa a ganhar dois Prêmios Nobel em diferentes categorias científicas. Linus Pauling também ganhou dois prêmios, porém um foi na categoria Paz.
Casa onde nasceu em Varsóvia
Casa onde nasceu em Varsóvia

Marie Curie, nome assumido após o casamento por Maria Skłodowska, (Varsóvia, 7 de Novembro de 1867Sallanches, 4 de Julho de 1934) foi uma cientista francesa de origem polaca. Foi laureada com o Prémio Nobel de Física de 1903 (dividido com seu esposo Pierre Curie e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenómeno pouco conhecido) e com o Prémio Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio. Foi uma diretora de laboratório reconhecida pela sua competência.

[editar] Biografia

Nascida na capital da Polónia - à época sob domínio do Império Russo - com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris. Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino. Casou-se em 1895 com Pierre Curie (de quem recebeu o sobrenome pelo qual é conhecida) que também era professor de Física. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Maria começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram essa explicação: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente liberando mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Maria Skłodowska Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu pais nativo, e o outro rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g. Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de rádio. Nunca patentearam o processo de obtenção desenvolvido. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.

Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prêmio Nobel de Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.

Diploma do Prêmio Nobel de Física que recebeu em 1903.
Diploma do Prêmio Nobel de Física que recebeu em 1903.

[editar] Reconhecimento

Oito anos depois recebeu o prêmio Nobel de Química, 1911 «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pelo descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

Conferência de física (1933)
Conferência de física (1933)

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.

Foi a primeira pessoa a receber dois Prêmios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling. No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas.

Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.

Depois da morte do seu marido teve um romance amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, resultando num escândalo jornalístico, que se misturou a referências xenófobas, devido à sua ascendência polaca.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.

Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas reconhecidos de grande importância. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, também recebeu o Prêmio Nobel de Química, em 1935, ano seguinte da morte de Marie.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioactividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie.

Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma mini-série francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.




maria curi

terça-feira, 9 de setembro de 2008

porto de porto alegre

Porto De PORTO ALEGRE
O porto de Porto Alegre e o nosso assunto sobre o projeto vida no lago!!!!!!!!!

A partir da realização das obras na barra da Lagoa dos Patos, em Rio Grande, resultando na almejada abertura da navegação de grande calado no estado, o governo estadual procedeu ao planejamento efetivo da construção de um porto compatível com o grande movimento que já existia e em breve, imaginava-se acertadamente, aumentaria ainda mais.

Sua construção foi contratada com a empresa de engenharia de Rudolf Ahrons, e as obras foram iniciadas em 1911. Em 26 de agosto de 1913 foram concluídos 146 metros de cais, com quatro metros de profundidade, e com a conseqüente ampliação da área central da cidade em 180 metros, decorrente dos aterros realizados.

As obras foram paralisadas até 1919, quando foram retomadas com celeridade pelo Presidente do Estado Borges de Medeiros, completando em 1921 mais 490 m de cais com seus respectivos aterros, abrangendo o trecho entre o portão central e a rua Marechal Floriano. Em seguida foram inicados os trabalhos no trecho da Praça da Harmonia, e ao deixar o governo em 1927 Borges de Medeiros deixava prontos 1.652,88 m de cais acostável, com 10 armazéns e 22 guindastes elétricos.

A construção continuou nos governos seguintes. Flores da Cunha acrescentou mais algumas centenas de metros ao cais e criou o Frigorífico do Porto; entre 1947 e 1949 foi levantado o Cais Navegantes, com mais de 3.500 m de atracadouros, e entre 1951 e 1956 foi a vez da construção do Cais Marcílio Dias, adicionando mais 1.435 m ao porto da cidade, embora os aterros correspondentes só fossem completados em 1958. A conclusão geral do porto aconteceu em 1962.

[editar] Administração

Em 1951 foi criado o Departamento de Portos, Rios e Canais (DEPRC), autarquia estadual que ficou responsável pela exploração comercial do porto. Com o fim da concessão em 1994, foram feitos dois aditivos até a assinatura de um convênio de delegação entre o Ministério dos Transportes e o estado do Rio Grande do Sul, em 27 de março de 1997, para administração e exploração do porto, que ficou a cargo da Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul (SPH).

[editar] Instalações

O cais acostável, com extensão de 8028 metros, é subdividido em três trechos:

  • Cais Mauá - com 3240 metros de comprimento, contendo dezesseis berços, com profundidade variando de quatro metros a 5,5 metros; a armazenagem nesse trecho é realizada em dezoito armazéns, dos quais doze são para carga geral, totalizando 20.178 metros quadrados, e os demais seis com utilizações diversas; os pátios, em número de quatro, perfazem 2180 metros quadrados. Um dos armazéns, localizado ao lado da Usina do Gasômetro, abriga a Escola de Vela da Marina Pública, que oferece mais de trinta cursos, entre eles o de iniciação à vela, com material e certificado.
  • Cais dos Navegantes - com 3268 metros, dispõe de doze berços, com profundidade de seis metros, e onze armazéns, sendo seis para carga geral e cinco para granéis sólidos, somando as áreas, respectivamente, 23.880 metros quadradaos e 16.320 metros quadrados.
  • Cinco pátios descobertos - um maior, para carvão, com 36.105 metros quadrados, e os demais totalizando 22.340 metros quadrados, além de três silos para grãos, comportando 83.750 toneladas, sendo um vertical de 18.750 toneladas, operado pela Cia. Estadual de Silos e Armazéns (Cesa); um horizontal da Sociedade Anônima Moinho Riograndense (Samrig), para 15 mil toneladas; e um horizontal, da Companhia de Armazéns Graneleiros (Ciagran), com capacidade de 50 mil toneladas. Para depósito de óleos vegetais são utilizados quatro tanques pela Samrig, totalizando 4400 toneladas; o último trecho, conhecido como cais Marcílio Dias, tem 1366 metros de comprimento, cinco berços, profundidade variando entre quatro metros e cinco metros, e serve à movimentação de areias e seixos rolados.

[editar] Principais cargas

As principais cargas embarcadas são: soja, celulose, bobina de ferro/aço, máquinas e aparelhos elétricos, contêiner cheio, contêiner vazio, petróleo cru, óleo diesel, óleo combustível, benzeno, tolueno e xileno.

As principais cargas importadas são: trigo, sulfatos diversos, fertilizantes fosfatados, fertilizantes potássicos, papel-jornal, fertilizantes nitrogenados, uréia, contêiner cheio, contêiner vazio, nafta, petróleo cru, gasolina comum, propeno e etileno.

[editar] Ver também

porto de porto alegre

Primórdios

A região onde se ergue Porto Alegre era primitivamente habitada pelos indígenas tapes Minuano. Com o estabelecimento do Tratado de Tordesilhas em 1494, e com a posterior descoberta do Brasil em 1500, cujo território ficava dividido pela linha demarcada pelo Tratado, a região sob domínio português terminava na altura de Laguna, em Santa Catarina, e o Rio Grande do Sul foi povoado inicialmente por espanhóis que, entretanto, se concentraram na região das Missões.

Contudo, com a União Ibérica, entre 1580 a 1640, estes limites tornaram-se relativamente inócuos. Havendo pouco interesse da metrópole por estas terras aparentemente sem dono, diversos desbravadores começaram a se estabelecer ali, e quando Portugal recobrou sua independência, em 1640, já havia muitas estâncias portuguesas na região, especialmente ao norte da Lagoa dos Patos e junto à desembocadura do rio Jacuí. Em 1680 os portugueses fundam no Uruguai a Colônia do Sacramento, hoje cidade de Colônia, e o litoral riograndense passou a ser percorrido intensamente por eles como caminho para abastecimento da colônia e como forma de garantir a posse do território.

[editar] Início da colonização - As sesmarias e os açorianos

Em 5 de novembro de 1740 Jerônimo de Ornellas recebeu concessão provisória de uma sesmaria que se estendia da recém-fundada Capela Grande do Viamão até o lago Guaíba, terras que já ocupava desde 1732, tendo instalado ali uma estância para criação de gado e sua residência. Junto à antiga desembocadura do arroio Dilúvio já existia um ancoradouro, o Porto do Viamão, que se tornou também conhecido como o Porto do Dorneles.

Em 1742 o rei de Portugal, atendendo a solicitação do brigadeiro José da Silva Paes, publicou um edital autorizando a emigração de açorianos para o sul do Brasil, que de início deveriam se fixar na região de Santa Catarina. Em 7 de dezembro de 1744, Jerônimo de Ornellas recebeu, por Carta Régia, a confirmação de posse das terras já ocupadas, e intensificou sua criação de gado.

Em 1750, após a assinatura do Tratado de Madrid, ordenou-se ao governador de Santa Catarina, Manoel Escudeiro de Souza, que enviasse ao Porto do Viamão uma leva dos casais que estavam para chegar dos Açores. Em 1751 foram selecionadas 60 famílias, perfazendo um total de cerca de 300 pessoas, que chegaram ao local em janeiro de 1752, sendo encaminhadas a terras já demarcadas no Morro de Santana. Mas o local era pobre em fontes de água e foi abandonado, tendo a população se fixado junto do porto, que por esta razão passou a ser conhecido como Porto dos Casais.

Wendroth: Porto Alegre vista do sul, c. 1852
Wendroth: Porto Alegre vista do sul, c. 1852
Wendroth: Porto Alegre vista das ilhas do Guaíba, c. 1852
Wendroth: Porto Alegre vista das ilhas do Guaíba, c. 1852
Vista da Praça da Matriz em meados da década de 1880. Acervo do Museu Joaquim Felizardo
Vista da Praça da Matriz em meados da década de 1880. Acervo do Museu Joaquim Felizardo

Em 1752 chegou nova leva de açorianos, que se juntaram a cerca de 60 milicianos do destacamento do Coronel Cristóvão Pereira de Abreu, para cá enviados a fim de dar proteção e assistência aos habitantes. Junto com a tropa veio o primeiro religioso, um capelão militar Carmelita, Frei Faustino Antônio dos Santos Alberto Silva. Ainda em 1752, Jerônimo de Ornellas, sentindo-se prejudicado com a ocupação, pelos açorianos, da Ponta da Península, vendeu as suas terras a Ignácio Francisco, e parte da área foi desapropriada a fim de marcar as áreas agrícolas e projetar as ruas da povoação nascente, que começava a crescer desordenada. O primeiro logradouro construído foi o cemitério, na beira do Guaíba e nas proximidades da Praça da Harmonia que, em seguida, foi transferido para o Morro da Praia, atual Praça da Matriz.

Com a queda, em 1763, da então capital da província, a vila de Rio Grande, nas mãos dos espanhóis, a capital foi transferida para Viamão, e grande parte da população de Rio Grande refugiou-se no Porto dos Casais, que foi elevada a Freguesia em 26 de março de 1772, data oficial de fundação da atual capital dos gaúchos. Seu traçado inicial foi feito neste ano pelo cartógrafo Capitão Alexandre José Montanha, na região desapropriada da Sesmaria de Santana, os originais deste traçado nunca foram encontrados.

Ainda em 1772 Porto Alegre foi desligada da jurisdição eclesiástica de Viamão por uma pastoral do bispo do Rio de Janeiro, instalando-se, assim, a Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais. Essa denominação seria mudada em janeiro do ano seguinte para Nossa Senhora da Madre de Deus de Porto Alegre. Acompanhando o crescimento da população e em reconhecimento da importância estratégica do porto, o governador Marcelino de Figueiredo transferiu novamente a capital em 1773, que passou de Viamão para Porto Alegre.

O alvará de 23 de agosto de 1808 e a Resolução Régia de 7 de outubro de 1809 elevaram a freguesia à categoria de vila, verificando-se a instalação a 11 de dezembro de 1810. Através de alvará de 16 de dezembro de 1812 Porto Alegre tornou-se sede da Capitania de São Pedro do Rio Grande e cabeça da comarca de São Pedro do Rio Grande e Santa Catarina.

Em 26 de abril de 1821 eclodiu uma revolta na cidade, quando a Câmara, desobedecendo a determinações da Constituição Portuguesa que havia sido jurada, elegeu uma junta ministerial, que governou de 22 de fevereiro até 8 de março de 1822. Em 14 de abril deste ano, por decreto de D. Pedro I, a vila ganhou foro de cidade.

[editar] A Revolução Farroupilha

Ver artigo principal: Revolução Farroupilha

Em 20 de setembro de 1835, como resultado de insatisfação econômica e política, e culminando uma série desentendimentos com o governo central, foi iniciado na cidade um conflito que logo tomou um cunho republicano e separatista, a Revolução Farroupilha. O primeiro combate travou-se na antiga Ponte da Azenha, e no dia seguinte a cidade foi ocupada pelas forças revolucionárias, chefiadas pelos coronéis José Gomes de Vasconcelos Jardim e Onofre Pires da Silveira. No dia 25 entrava solenemente na cidade o General Bento Gonçalves da Silva, e a Câmara Municipal e a Assembléia Provincial Legislativa deram posse ao novo Presidente, Dr. Marciano Pereira Ribeiro. Porto Alegre esteve sob o domínio revolucionário até 15 de junho de 1836, quando o legalista Major Manoel Marques de Souza, mais tarde Conde de Porto Alegre, conseguiu retomar a cidade.

Porto Alegre consegiu resistir a todos os cercos e ataques farroupilhas, permanecendo fiel ao governo imperial, razão por que a cidade recebeu do Imperador Dom Pedro II, em novembro de 1841, o título de Mui Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre.

[editar] Crescimento

Vista do cais do porto no final do século XIX
Vista do cais do porto no final do século XIX
Abertura da avenida Borges de Medeiros e construção do viaduto Otávio Rocha. Acervo do Museu Joaquim Felizardo
Abertura da avenida Borges de Medeiros e construção do viaduto Otávio Rocha. Acervo do Museu Joaquim Felizardo

Apesar do inchaço populacional daqueles tempos de guerra, a malha urbana só voltaria a crescer em 1845, após o fim da revolução e da derrubada das muralhas que cercavam a cidade. A partir de então, chegaram à cidade os primeiros imigrantes alemães e italianos, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais.

No período de 1865 a 1870 a Guerra do Paraguai transformou a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebe dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis, melhorias na área portuária, além da construção do primeiro andar do novo Mercado Público. Em 1872 as primeiras linhas de bonde entram em circulação na cidade. Em 1884 decreta-se a libertação de seus escravos, quatro anos antes da Lei Áurea.

[editar] Século XX e contemporaneidade

No fim do século XIX e no início do século XX, período em que a cidade já contava com cerca de 70 mil habitantes, intensas obras de melhoria são realizadas, como instalação de eletricidade, rede de esgotos, transporte elétrico, água encanada, hospitais, ambulâncias, telefonia e indústrias. Também foram instaladas as primeiras faculdades: Farmácia e Química em 1895, Engenharia em 1896, Medicina em 1898 e Direito em 1900.

Nesta época a cidade e o estado receberam grande influência da doutrina Positivista, e Porto Alegre tornou-se um dos seus pólos de irradiação para o Brasil. Além de sua feição humanística, filosófica e política, o Positivismo exerceria influência também no boom de edificações públicas de caráter monumental que aconteceu no início do século, quando se ergueram alguns dos mais significativos e belos prédios históricos da capital, alguns carregados de simbolismo, incluindo-se o Palácio Piratini, a Prefeitura, a Biblioteca Pública e a Delegacia Fiscal.

Nova agitação aconteceria em 3 de outubro de 1930, quando Getúlio Vargas desencadeou um movimento que acabou por causar a queda da Primeira República. Outros momentos marcantes de sua história recente foram o movimento da Legalidade, encabeçado por Leonel Brizola, uma das causas do golpe militar de 1964, a criação do sistema administrativo do Orçamento Participativo, na década de 90, que projetou a cidade internacionalmente, sendo tomado como modelo de administração pública, e a realização das três primeiras edições do Fórum Social Mundial, em 2001, 2002 e 2003.

[editar] Os nomes de Porto Alegre

Vista do centro da cidade a partir do lago Guaíba
Vista do centro da cidade a partir do lago Guaíba

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

meu ambiente

/2006

A FORÇA MUNDIAL DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA

Foi na velha Europa, no início da década de 80, que o movimento ambientalista, até então restrito à imagem de protetor dos bichos e dos parques, ganhou notoriedade e força política, irrompendo como protagonista no cenário mundial.

Os efeitos sócio-ambientais negativos, do processo de globalização, detonaram o surgimento de um movimento, que rapidamente ganhou as primeiras paginas dos jornais, atravessando de forma horizontal o sistema político tradicional, até então dividido pelas ideologias de Direita e Esquerda.

Junto aos novos sujeitos sociais como: movimentos dos consumidores, de gênero, das minorias étnicas, religiosas e sociais, os ambientalistas incluíram a “natureza” como sujeito fundamental com direito à cidadania.

As gritantes desigualdades entre O “Norte” e o “Sul” do Planeta, pela primeira vez foram identificadas com a exploração predatória dos recursos naturais perpetradas pelas nações ricas à custa dos paises pobres. As crises mundiais, políticas, sociais, energéticas, e ambientais começaram a ser lidas como uma conseqüência desse modelo desigual, aonde os paises ricos podiam consumir o 80% dos recursos naturais e os paises pobres (a grande maioria), consumirem apenas o 20% desses recursos.

O modelo de desenvolvimento global, seus mecanismos perversos, os modelos de consumo, o uso democrático e sustentável dos recursos naturais começaram a ser discutidos numa ótica global, superando o “nacionalismo tradicional”, até porque a questão ambiental transcende os tradicionais limites territoriais das nações. O aquecimento global que afeta todo o planeta é provocado, principalmente, pela demasiada emissão de gases de uma minoria de nações ricas. A destruição das florestas tropicais tem efeitos deletérios para o clima de toda comunidade internacional, uma ação ambientalmente irresponsável de um nosso vizinho terá um reflexo negativo direto na vida de todos nós.

Ao identificar as Nações Desenvolvidas como principal imputado desse modelo perverso, os ambientalistas começaram a pressionar o Grupo das Nações mais Ricas (G-7), que para garantir seu padrão de consumo e de vida, usam o capital financeiro e a ação das empresas multinacionais, para perpetuar a exploração econômica e ambiental dos paises pobres, que possuem abundancia de recursos naturais. Com tamanho desafio os ambientalistas reorganizaram suas ações, justamente na mesma escala das multinacionais: a escala global, aonde se joga a partida do futuro do Planeta e da humanidade. Nesse cenário o movimento ambientalista perdeu as características nacionais e tornou-se um movimento mundial.

Se perguntar hoje para um ativista do WWF internacional, ou do Greenpeace, onde está sua matriz. Se estiver no Brasil responderá que é no Brasil, mas dado que a Entidade tem presença em quase todos os paises do mundo, poderá dizer que sua organização tem sede central naquela tal Cidade daquele tal País. Que congrega tantos milhões de aderentes no mundo todo, que no Brasil têm tantos adeptos e que seu movimento é mais forte na Europa e menos na Ásia, e lá vai.

Na verdade isso em nada difere de outras agremiações globais, como por exemplo, as Igrejas. Os católicos sabem que a Santa Sede está no Vaticano, mas não por isso negam seu pertencimento à Igreja brasileira. Todas as outras confissões também trabalham nessa escala..

Assim sabemos que a Sede Central do WWF Internacional está na Suíça, como sabemos que o Greenpeace tem base central na Holanda, assim como os Amigos da Terra, mas todos eles agem no mundo todo, sem restrições nacionais, e quando se trata de agir em favor da causa ambiental, ninguém se faz problema de participar, seja aonde for, seja onde estiver.

A Multinacional Cargill é propriedade de uma Família Americana, mas ela atua em grandes partes dos paises do Mundo afora criando problemas sociais e ambientais, e não é de hoje que está sendo enfrentada pelos ambientalistas e movimentos sociais dos respectivos paises. Na década de 90, na Índia, a Cargill passou pelos mesmos problemas que está passando agora em Santarém, naquele País, teve que recuar ressarcindo financeiramente os prejuízos ambientais e sociais que provocou.

Entender o tabuleiro onde se joga a questão global é fundamental, isso para não cair no “provincianismo” que grupos trogloditas locais tentam insuflar na cabeça das pessoas, especialmente quando os interesses em jogo são grandes, e envolvem conflitos que podem ter sim, o seu ponto agudo em Santarém, mas que na verdade se jogam na mesa dos interesses globais.

A ação dos movimentos sociais e do Greenpeace contra a Cargill em Santarém, é apenas um dos lugares onde a Multinacional está sendo encurralada, e a pressão maior está sendo conduzida lá fora, com o mercado da soja e os seus clientes.

Quando a Cargill perceber, como já está percebendo, que com sua presença conflituosa em Santarém, perderá mercado global, não pensará duas vezes em migrar em outras direções, abandonando o campo, e dando um chute na bunda dos seus esquentados aliados locais. Eticamente isso é até discutível, mas todos sabem que no fundo, o mercado não tem alma.

Tiberio Alloggio
Sociólogo

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