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Doe agora História de Portugal
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História de Portugal (livro).
O brasão no
Banco Nacional Ultramarino em
Lisboa simbolizando o
Império PortuguêsSérieHistória de Portugal
Portugal na pré-HistóriaPortugal pré-romanoRomanização:
Lusitânia e
GaléciaVisigodos e
SuevosDomínio árabe e a
ReconquistaCondado PortucalenseIndependência de PortugalDinastia de BorgonhaCrise de 1383-1385Dinastia de AvisDescobrimentos e Expansão PortuguesaImpério PortuguêsCrise sucessória de 1580Dinastia FilipinaRestauração da IndependênciaDinastia de BragançaTerramoto de 1755Guerra PeninsularRevolução Liberal (24/08/1820)Vilafrancada e
AbriladaGuerras liberaisConvenção de Évora-MonteRevolução de Setembro,
Revolta dos Marechais e
PatuleiaRegeneração e
FontismoO
mapa cor-de-rosa e o
ultimato britânicoRevolta de 31 de Janeiro de 1891Revolução de 5 de Outubro de 1910 e
Proclamação da RepúblicaGoverno ProvisórioI RepúblicaDitadura militar e o
Estado NovoGuerra do UltramarRevolução dos CravosIII RepúblicaPor tópico
História militarHistória diplomáticaHistória culturalCategoria:
História de PortugalA Wikipédia possui o
Portal de PortugalA compreensão de
Portugal e da sua História como problema é uma constante da Historiografia e do Pensamento portugueses pelo menos desde o início do século XIX. As condições que tornaram possível a autonomização de Portugal da força centrípeda de
Leão e Castela e, depois, lhe permitiram construir e manter uma identidade na
Península e no mundo são temas que estiveram no cerne da análise e da reflexão de historiadores e pensadores como
Herculano,
Oliveira Martins,
Antero,
Sampaio Bruno,
Jaime Cortesão,
António Sérgio e
Joel Serrão, para citar apenas alguns nomes. E, independentemente da variedade dos caminhos propostos, um factor específico avulta, entre os que contribuíram para a construção da Nação Portuguesa: território situado no extremo sudoeste da
Europa, com uma área de cerca de 90 000 Km2 (3 vezes a Bélgica mas 1/5 da Espanha) e uma fachada atlântica de cerca de 840 km, Portugal tem, pelas sua posição geográfica, acentuada ainda pelas características geomorfológicas do seu território, uma posição excêntrica relativamente à
Europa. A posição
atlântica de
Portugal, prolongada, desde o início do Séc. XV, pelos dois arquipélagos atlânticos descobertos e povoados por Portugueses, o dos
Açores e o da
Madeira, foi a chave da sua História e da sua identidade nacional. O Atlântico selou o destino histórico de Portugal: encravado entre um poderoso vizinho e o mar, os Portugueses souberam tirar partido da sua situação estratégica, quer construindo no mar um poderio militar, quer aliando-se à potência naval dominante (aliança inglesa), assegurando a sua sobrevivência face às pretensões hegemónicas das potências europeias. Com razão escreve
Veríssimo Serrão (História de Portugal, vol. 1) : «em face de uma Espanha superior em dimensão cinco vezes, não houve milagre no caso português, mas somente a adequada integração dos seus naturais num quadro político que lhe assegurou a existência autónoma que qualquer periferia marítima amplamente favorece.» A leitura da História de Portugal em termos de um ciclo de apogeu e queda, de potência mundial à irrelevância geopolítica, é uma leitura marcadamente oitocentista, e que deve situar-se no contexto da reflexão política de finais do século XIX. A ideia de que certos factores como a União dinástica com a Espanha, em que Portugal perdeu a sua dinastia e por isso a sua independência política (dinastia filipina: 1580-1640), o
Terramoto de 1755, as invasões francesas (
Guerras Napoleónicas), a
independência do Brasil em
1822 determinaram a "decadência" de Portugal releva mais de um certo inconsciente colectivo do que da necessária contextualização histórica. A Revolução Republicana de
1910 iria dar uma feição modernizadora a Portugal, dando porém origem a um regime parlamentar instável, marcado por frequentes revoltas militares e pela trágica intervenção no teatro da Primeira Guerra Mundial. A ditadura do Estado Novo, instaurada na sequência da Revolução militar de 1926 (
Salazarismo), marcou o Século XX português pela sua excepcional duração (48 anos). Em
25 de Abril de
1974 eclodiu um golpe militar organizado pelo Movimento das Forças Armadas (
Revolução dos Cravos), maioritariamente constituído por capitães do exército ("Capitães de Abril") que derrubou a ditatura. Portugal entrou, após um conturbado período revolucionário, no caminho da Democracia Parlamentar, ao mesmo tempo que procedia à descolonização de todas as suas colónias. Membro fundador da NATO, o Portugal democrático reforçou a sua modernização e a sua inserção no espaço europeu com a sua adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia (CEE).